Que a nossa boca seja cheia de louvor a Deus todos os dias, porque Ele é o nosso sustento, o nosso Rei amado e a nossa fortaleza. Assim como podemos dizer: com o meu cântico louvarei a Deus, minha fortaleza e escudo, também devemos procurar que as nossas palavras glorifiquem o Seu nome em todo o tempo.
Que com a minha boca eu possa cada dia falar do Teu grande poder e cantar do Teu grande amor. Que a minha boca transborde de louvores para Ti, ó meu Rei amado. Tu és o meu sustento, por isso Te louvo e rendo as minhas melhores adorações somente a Ti, meu Deus bom, grande e poderoso. Não há maior privilégio para o ser humano do que usar a sua voz para exaltar o Criador, para proclamar as Suas maravilhas e para reconhecer que tudo o que somos depende da Sua misericórdia.
A boca do crente não deve estar cheia de queixas, palavras vãs ou expressões que não edificam. Deve ser um instrumento para abençoar o nome do Senhor. Com ela podemos orar, cantar, testemunhar, consolar, ensinar e declarar a bondade de Deus. Por isso devemos pedir ao Senhor que governe as nossas palavras e que as nossas expressões reflitam um coração agradecido.
Com o meu louvor posso sempre enaltecer-Te em todos os povos, e onde quer que eu esteja posso anunciar o Teu nome com cânticos novos. O louvor não está limitado a um templo, a uma reunião ou a um momento específico. O crente pode glorificar a Deus na sua casa, no seu trabalho, no caminho, na solidão e também no meio da congregação.
Tu és o meu Deus e só a Ti devo dar o melhor de mim. Por isso és bendito para sempre, meu Deus e meu Rei. Que o meu coração esteja sempre transbordando de louvores para Ti, porque não há um Deus tão grande como Tu. Tudo o que existe anuncia o Teu poder, e toda vida sustentada pela Tua graça tem motivos para Te render adoração.
Seja cheia a minha boca do teu louvor, e da tua glória todo o dia. Salmos 71:8
Uma boca cheia de louvor reflete um coração agradecido
O desejo profundo de exaltar ao Senhor
O Salmo 71:8 expressa uma oração formosa: “Seja cheia a minha boca do teu louvor, e da tua glória todo o dia”. Não se trata de uma frase superficial, mas de um desejo profundo. O salmista quer que a sua boca esteja ocupada em exaltar a Deus. Quer que as suas palavras não se percam na ingratidão, mas que estejam cheias de reconhecimento para com o Senhor.
A perspectiva da misericórdia divina
Uma boca cheia de louvor quase sempre revela um coração que aprendeu a olhar a vida sob a ótica da misericórdia de Deus. Quando uma pessoa reconhece que tudo o que tem vem do Senhor, as suas palavras mudam. Já não vive apenas queixando-se pelo que falta, mas agradecendo pelo que Deus deu. Já não olha a vida como se estivesse sozinha, mas como alguém sustentado pela mão do Pai.
Isto não significa que o crente nunca tenha momentos de dor ou dificuldade. O louvor bíblico não nega a realidade do sofrimento. Mas mesmo em meio às provas, o coração pode lembrar que Deus continua sendo bom. A boca pode declarar a Sua fidelidade, embora os olhos ainda vejam problemas. A fé aprende a louvar não apenas pelo que sente, mas pelo que sabe sobre Deus.
O louvor deve nascer da sinceridade do coração
Adoração em espírito e em verdade
Sempre que fores dar louvores a Deus, é bom que sejam do coração e que sejam sinceros. Deus não recebe com agrado uma adoração que apenas sai dos lábios, mas não nasce da alma. Ele é Deus, e a Ele devemos dar o melhor. Glória e honra devem ser apenas para Ele, mas essa honra deve estar acompanhada de verdade, humildade e reverência.
Longe das atuações religiosas
A adoração não deve ser uma atuação religiosa. Não louvamos para impressionar os outros, para aparentar espiritualidade ou para buscar reconhecimento. Louvamos porque Deus é digno. Louvamos porque conhecemos o Seu amor. Louvamos porque a Sua misericórdia nos sustentou. Louvamos porque Cristo é o nosso Salvador e Senhor.
Quando o louvor nasce do coração, não depende unicamente de uma emoção momentânea. Pode haver lágrimas e, ainda assim, adoração. Pode haver cansaço e, ainda assim, gratidão. Pode haver perguntas e, ainda assim, confiança. Deus olha para a sinceridade da alma, não apenas para a beleza das palavras ou a força da voz.
Por isso é importante lembrar que devemos louvar a Deus com retidão de coração. O louvor que agrada ao Senhor não é vazio nem hipócrita, mas uma expressão verdadeira de uma vida que deseja honrá-Lo em tudo.
Nossas palavras devem glorificar a Deus durante todo o dia
O desafio do testemunho diário
O versículo diz: “Da tua glória todo o dia”. Isto ensina-nos que o louvor não deve ser algo limitado a alguns minutos. A vida completa do crente deve estar orientada para a glória de Deus. Nossas palavras pela manhã, nossas conversas durante o dia e até mesmo nossa atitude em momentos de cansaço devem refletir que pertencemos ao Senhor.
O controle da língua e a edificação
É fácil cantar numa reunião, mas o verdadeiro desafio está em manter uma boca que glorifique a Deus na vida diária. Como falamos quando estamos zangados? Que palavras usamos quando enfrentamos pressão? Nossas conversas edificam ou destroem? Nossa boca proclama a bondad de Deus ou se enche constantemente de murmuração?
A Escritura chama-nos a cuidar da língua. Com a boca podemos abençoar, mas também podemos ferir. Podemos levantar os outros, mas também podemos desanimá-los. Por isso precisamos que Deus santifique as nossas palavras. Uma boca cheia de louvor não significa falar o dia todo em tom religioso, mas viver com um coração tão consciente de Deus que as nossas palavras sejam guiadas pela Sua graça.
Quando falamos da glória de Deus, também estamos dando testemunho. As pessoas ao nosso redor podem ver e ouvir que a nossa esperança está posta no Senhor. O louvor torna-se uma forma de anunciar quem é Deus, não apenas com canções, mas também com palavras cheias de fé e gratidão.
Somos d’Ele e a Ele devemos render-nos
O propósito da nossa existência
Somos d’Ele, criados por Ele, e não devemos ignorar que somente a Ele devemos dar todo o louvor. Não existe outro Deus. Só perante Ele podemos render-nos completamente. Esta verdade deve humilhar-nos e encher-nos de gratidão. Não somos donos absolutos da nossa vida; pertencemos ao Criador que nos formou e ao Redentor que nos resgatou.
O mundo ensina as pessoas a viver para si mesmas, para a sua própria glória, para os seus próprios desejos e para o seu próprio nome. Mas o crente entende que a vida tem um propósito mais alto: glorificar a Deus. Fomos criados para Ele. Fomos sustentados por Ele. Se estamos em Cristo, fomos salvos pela Sua graça. Por isso a nossa adoração deve ser completa.
Render-nos a Deus não é perder a vida, mas encontrar o seu verdadeiro sentido. Quando o coração se submete ao Senhor, deixa de procurar satisfação em coisas passageiras e aprende a descansar no eterno. O louvor recorda-nos que Deus é o centro, que a Sua vontade é boa e que o Seu nome merece ocupar o primeiro lugar.
Por isso, quando dizemos “Senhor, a minha boca será cheia do Teu louvor”, estamos dizendo também: “A minha vida pertence-Te”. A boca louva verdadeiramente quando o coração se rende sinceramente.
Com mãos levantadas exaltamos ao Senhor
Gestos de rendição e dependência
Com mãos levantadas, exaltamos a Deus, dizendo d’Ele que é bom, cantando da Sua paz, amor e misericórdia que nos acompanham a cada dia. As mãos levantadas podem expressar dependência, rendição e gratidão. São uma forma visível de dizer: “Senhor, preciso de Ti; tudo recebo da Tua mão e tudo devolvo para a Tua glória”.
Mas as mãos levantadas devem estar acompanhadas de um coração humilde. Não basta uma postura externa se a alma não se rende a Deus. O Senhor não se impressiona simplesmente com gestos visíveis; Ele olha para o coração. Por isso o nosso louvor deve unir o externo com o interno: lábios que cantam, mãos que se levantam e uma vida que deseja obedecer.
Gratidão pelas Suas proezas
Demos graças a Deus porque Ele tem sido bom. Louvemos a Deus pelas Suas proezas e maravilhas. Cada dia vemos o Seu cuidado, embora muitas vezes não o percebamos. A Sua paz acompanha-nos quando o mundo nos inquieta. O Seu amor sustenta-nos quando nos sentimos fracos. A Sua misericórdia levanta-nos quando falhamos.
O crente que aprende a ver a bondade de Deus no quotidiano terá sempre razões para louvar. Não precisa esperar algo extraordinário para glorificar ao Senhor, porque entende que cada dia está cheio da Sua graça.
A criação anuncia a grandeza de Deus
A natureza como testemunha de Sua sabedoria
Sempre que olhamos para os céus, os animais de todas as espécies, a terra e o seu tamanho, vemos quão magnífico e poderoso é Deus. A criação inteira aponta para a Sua sabedoria. Nada existe por acidente. Tudo o que vemos fala de um Criador ordenado, poderoso e glorioso.
O céu anuncia a Sua majestade. As estrelas mostram a Sua grandeza. Os mares falam do Seu poder. As montanhas recordam-nos a Sua firmeza. A própria vida é uma evidência da Sua mão. Por isso o nosso coração deve transbordar com cânticos novos ao Deus Todo-Poderoso, aquele que torna todas as coisas possíveis e vive para todo o sempre.
A criação não deve levar-nos a adorar o que foi criado, mas sim ao Criador. Quando contemplamos a beleza do mundo, devemos dizer: “Quão grande é o nosso Deus!”. Cada detalhe da natureza deve despertar em nós reverência, gratidão e louvor.
Por isso também podemos afirmar que devemos louvar a Deus que criou todas as coisas, porque tudo o que é visível e invisível existe sob a Sua autoridade. Ele é o dono da criação e merece que o Seu nome seja exaltado.
O louvor como expressão da alma agradecida
Um sacrifício espiritual constante
O louvor é uma expressão da alma agradecida. Não se trata unicamente de cantar ou levantar as mãos, mas de reconhecer quem é Deus e o que Ele tem feito nas nossas vidas. Quando adoramos, recordamos a Sua fidelidade, a Sua misericórdia e o Seu amor inesgotável. Cada palavra de agradecimento e cada cântico sincero é uma oferta espiritual perante a Sua presença.
Uma alma agradecida não fica presa apenas no que falta. Aprende a olhar a mão de Deus em tudo. Reconhece que recebeu mais misericórdia do que merece. Entende que a salvação, a vida, a família, a provisão, a Palavra, a igreja e a esperança eterna são dons de Deus.
A importância da memória espiritual
O louvor também nos ajuda a lembrar. O coração humano esquece facilmente. Esquece as respostas de Deus, os perigos de que foi liberto, as portas que o Senhor abriu e as forças que recebeu em momentos difíceis. Mas quando louvamos, trazemos novamente à memória as obras do Senhor.
Por isso não devemos permitir que a rotina apague a nossa gratidão. Cada dia deve ser uma oportunidade para dizer: “Senhor, obrigado pela Tua bondade”. Uma boca cheia de louvor alimenta-se de um coração que recorda.
O louvor transforma a nossa perspectiva
Mudança de foco nas dificuldades
Adorar a Deus também transforma o nosso interior. Uma pessoa que louva sinceramente experimenta gozo, cura e esperança. Através do louvor, o coração foca-se no poder e na grandeza do Criador. Não significa que todos os problemas desapareçam imediatamente, mas sim que a alma aprende a olhar as suas circunstâncias a partir da fé.
Nos momentos difíceis, quando parece que não há saída, levantar a voz para dizer: “Senhor, Tu és digno” muda a perspectiva da alma. O louvor recorda-nos que Deus é maior do que a nossa dificuldade. Ajuda-nos a deixar de olhar apenas para o tamanho do problema e começar a contemplar a grandeza do Senhor.
David louvava mesmo em meio à perseguição porque sabia que Deus era o seu refúgio. Paulo e Silas cantaram na prisão porque a sua fé não estava acorrentada. O crente pode adorar no meio da prova porque a sua esperança não depende das circunstâncias, mas do Deus que reina sobre elas.
Não há situação em que não possamos adorar
Adoração na espera e na fraqueza
Não há situação em que não possamos adorar. Mesmo quando nos faltam forças ou palavras, o simples facto de reconhecer a soberania de Deus é uma forma de louvor. Há momentos em que talvez não possamos cantar com força, mas podemos sussurrar uma oração. Há dias em que as lágrimas acompanham a adoração, mas Deus entende a linguagem do coração quebrantado.
A verdadeira adoração não depende de condições perfeitas. Se esperarmos que tudo esteja bem para louvar, talvez passaremos muito tempo em silêncio. Mas quando entendemos que Deus é digno em todo o momento, aprendemos a adorar também na espera, no processo e na fraqueza.
Cânticos novos para anunciar o Seu nome
A renovação diária do louvor
Com o meu louvor posso anunciar o Teu nome com cânticos novos. Um cântico novo nem sempre significa uma música nova na melodia, mas um louvor renovado no coração. Cada dia a misericórdia de Deus manifesta-se de novas maneiras, e cada dia a nossa gratidão deve renovar-se perante Ele.
O coração pode habituar-se às bênçãos e perder o assombro. Por isso precisamos pedir ao Senhor que renove a nossa adoração. Não queremos cantar palavras conhecidas com um coração frio. Queremos que cada expressão de louvor saia com vida, com fé, com reverência e com gratidão.
Cantemos salmos ao Seu nome
A música como fortalecimento espiritual
A Bíblia chama-nos muitas vezes a cantar ao Senhor. Os salmos estão cheios de convites para louvar, bendizer, aclamar e glorificar a Deus. Isto mostra-nos que o canto tem um lugar importante na vida do crente. Não porque Deus precise da nossa música, mas porque nós precisamos de recordar a Sua glória.
Cantar verdades bíblicas fortalece a alma. Quando as nossas canções falam da grandeza de Deus, da Sua misericórdia, da Sua santidade e do Seu poder, a nossa mente é dirigida para o eterno. O louvor cura a memória espiritual, porque ajuda-nos a recordar aquilo que a ansiedade e o cansaço querem fazer-nos esquecer.
Assim também podemos meditar no chamado de cantar a Deus e cantar salmos ao Seu nome, porque a Escritura ensina-nos que o louvor deve ocupar um lugar constante na vida do povo do Senhor.
Que a nossa boca não se canse de declarar a Sua bondade
Testemunho e edificação mútua
Que a nossa boca não se canse de declarar a bondade do Senhor. Cada dia é uma nova oportunidade para falar da Sua grandeza, partilhar a Sua Palavra e proclamar que Jesus vive e reina para sempre. Não usemos as nossas palavras apenas para coisas passageiras; usemos a nossa voz também para testemunhar da graça de Deus.
Há muitas pessoas que precisam de ouvir palavras de esperança. Um testemunho, uma oração, uma frase bíblica ou uma palavra de gratidão pode ser usada por Deus para levantar alguém. Quando a nossa boca está cheia de louvor, não somos abençoados apenas nós, também podemos abençoar os outros.
Conclusão
Um compromisso de vida
Seja cheia a nossa boca do louvor de Deus e da Sua glória todo o dia. Que não vivamos com lábios cheios de queixa e corações vazios de gratidão, mas com uma adoração sincera que nasça de conhecer a Sua bondade, o Seu poder e a Sua misericórdia.
Deus é o nosso sustento, o nosso Rei amado, o nosso Criador e o nosso Salvador. Só Ele merece o melhor de nós. Que as nossas mãos se levantem com reverência, que os nossos lábios cantem com verdade e que o nosso coração permaneça rendido perante a Sua presença.
Cada dia temos uma razão para louvar. Se respiramos, é pela Sua misericórdia. Se continuamos de pé, é pela Sua graça. Se temos esperança, é por Cristo. Portanto, que a nossa boca não se canse de declarar a Sua bondade, e que a nossa vida seja uma canção constante para a glória do Deus Todo-Poderoso. Amém.